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Maçã Eva no Rio Grande do Sul

Maçã Eva garante produção no Rio Grande do Sul

Em São João da Urtiga (RS), a produção de maçã pode alcançar a marca de 35 toneladas por hectare na safra de 2011. A partir da parceria entre a Emater e a Prefeitura Municipal, os agricultores podem investir na variedade Eva, que não é tão dependente das horas de frio necessárias ao cultivo e apresenta resistência à sarna, doença causadora de sérios danos às plantações. Com a colheita realizada no início de dezembro, o quilo da fruta foi vendido pelo preço de R$2 a R$2,25, valores excelentes se comparados a outras regiões e épocas do ano. 

Igor Miola, secretário de agricultura e meio ambiente da Prefeitura de São João da Urtiga, conta que a produção de maçã ainda é pequena nas três propriedades familiares nas quais foram introduzidos os estudos. Os sete hectares implantados estão em fase produtiva, indo para a terceira safra. E o desempenho em torno de 28 toneladas no ano passado motivou os agricultores interessados. 

Os primeiros plantios foram feitos há cerca de quatro anos. Normalmente, a Eva já dá frutos em seu segundo ano. Então, agora estão chegando ao seu potencial máximo. O grande diferencial do nosso município é a antecipação da colheita, já que, enquanto outras áreas abastecem o mercado com maçãs oriundas de câmara fria, as nossas frutas devem ser comercializadas logo. Os agricultores familiares vendem seu excedente em feiras da região, mas quem tem pomares maiores já está negociando com o Seasa de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha – comenta Igor Miola.

Por conta dos terrenos acidentados, a Prefeitura tem oferecido aos proprietários rurais apoio para a abertura de estradas e terraceamento dos terrenos. De acordo com Edgar João Copatti, técnico de campo da Emater, o solo deve ser analisado e corrigido com calcário e fertilizantes, assim como em qualquer outra plantação de maçãs. São usados também porta-enxertos não muito vigorosos e o espaçamento entre as macieiras deve ser semi-adensado. O técnico da Emater também ressalta que a cultivar Eva não deve ser plantada em locais onde ocorem geadas. 

A menor exigência ao frio, a maturação precoce e a boa resistência a doenças fez da Eva uma variedade adaptável ao nosso município e concorrente às maçãs que saem da câmara fria. Elas possuem frutos de coloração avermelhada intensa, tamanho médio para pequeno, suculência, sabor e pouca acidez, mesmo quando não tão madura. A desvantagem maior é relacionada à que ela deve ser vendida quando recém-colhida. Por isso, pode não atingir regiões tradicionalmente produtoras de maçãs gala e fuji, por exemplo – alerta Edgar Copatti, destacando que a cultivar foi desenvolvida no Estado do Paraná, levada ao Rio Grande do Sul mas com possibilidade para todo o território nacional.
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